domingo, 13 de abril de 2008

McLaren parte I - Série Grandes Equipes

Estamos estreando aqui no Blog a série Grandes Equipes que contará um pouco mais sobre as tradicionais escuderias da Fórmula 1. Dividida em três partes, vamos abrir a série contando um pouco mais sobre história da McLaren.

O início de tudo

Fundada em 1963 pelo neozelandês Bruce McLaren (1937 - 1970), inicialmente como uma contrutora de carros esportivos. Sua estréia em corridas aconteceu em 1966 no GP de Mônaco, mas a participação de Bruce na prova foi curta, graças a um vozamento de óleo no carro. O planejamento de 1966 fracassou por uma má escolha dos motores - Bruce escolheu uma opção de motor 4.2 Ford Indy, que gerava muito barulho, porém pouca força, além de ser grande e pesado. Ironicamente Jack Brabham adotou um Repco - motor desenvolvido com base no bloco similar Oldsmobile, que Bruce utilizava nos seus carros esportivos, e utilizou na sua equipe nos campeonatos mundias de 1966 e 1967.


Bruce abandonou a Ford em busca de um novo motor e conseguiu um acerto com o Sereníssima V8 (um descendente do velho ATS V8) para que a equipe fizesse seu primeiro ponto. Em 1967, ele inicialmente mudou para um carro de Fórmula 2 levemente aumentado. Um carro movido por um motor 2.0 BRM V8, antes de contruir um carro similar, porém um pouco aumentado, chamado M5 com um BRM V12. Este era decididamente muito rápido, mas apresentava muitos problemas, então ele dicidiu que a equipe adotaria o motor Cosworth DFV.


Em 1966 e 1967 correu com apenas um carro no compeonato e com Bruce no cockpit. Em adição ao GP's disputados, ele correu o CAN - EUA Championship daquele ano e em parceria com Denny Hulme, a dupla venceu cinco das seis corridas do campeonato.

No ano de 1968, com o motor Cosworth empurrando o M7, a equipe colocou dois pilotos no campeonato mundial de Fórmula 1 e Denny Hulme também guiou para a McLaren no CAN - EUA Championship naquele ano. Bruce venceu a prova extra oficial Corrida dos Campeões, no circuito de Brands Hatch e o circuito da Bélgica foi a cena da primeira vitória da equipe no campeonato de Fórmula 1. Hulme venceu o GP da Itália e por último, o do Canadá naquele ano.


Os outro três pódios da equipe foram conseguidos por Bruce em 1969, mas a quinta vitória teve que esperar até a última corrida do campeonato, quando Hulme venceu no México. No CAN - EUA Championship, a McLaren venceu todas as 11 corridas do campeonato, com cincos vitórias de Bruce e seis de Hulme, que também arrematou o título de pilotos.


Na quarta-feira estaremos postando a segunda parte da história dessa grande equipe que é a McLaren.

Abraços!

Deyvison Nascimento e Leandro Montianele

sábado, 12 de abril de 2008

Juan Pablo Montoya

Caros amantes da Fórmula 1, estamos estreando no Blog um espaço dedicado aos grandes pilotos considerados rápidos que passaram pela categoria e que por alguma razão não conquistaram um título mundial. Para inaugurar o espaço, estaremos conhecendo um pouco mais da carreira do colombiano Juan Pablo Montoya.

Nascido em Bogotá, onde aprendeu desde muito novo as técinicas de Kart ensinadas por seu pai, um arquiteto e fã de automobilismo.

Entre 1984 e 1989 Montoya ganhou muitos títulos locais e nacionais nas catagorias infatil e junior como piloto de Karts. No ano de 1992 ele fez o curso de condutores de alta performance na Skip Barber nos Estados Unidos e no mesmo ano participou da Copa Fórmula Renault na Colombia, onde conseguiu quatro vitórias em oito corridas e cinco pole position.

Em 1993 se tornou campeão da Swift GTI na Colombia, obtendo sete vitórias em oito corridas e mais sete poles. No ano seguinte o colombiano participou da Karting Sudam 125cc conseguindo a primeira posição, ficou em terceiro no campeonato de Barber Saad nos Estados Unidos e conquistou o título da Fórmula N, disputada no México.

No ano de 1995 conseguiu a terceira posição no campeonato inglês de Fórmula Vauxhalle e obteve a vitória nas seis horas de Bogotá. Em 1996 participou da Fómula 3 britânica correndo pela equipe Fortec Motorsport.

Juan Pablo Montoya em um determinado momento de sua vida passou por muitas dificuldades e procurava economizar dinheiro suficiente até para suas necessidades básicas. Quando parecia provável o fim de carreira do jovem piloto, ele ganhou uma oportunidade de correr a Fórmula 3000 na temporada de 1997, terminando assim em terceiro lugar. No ano seguinte fazendo 65 pontos, um recorde na época, conquistou o título da Fórmula 3000 com a equipe Super Nova.

Em 1999 foi convidado a correr na CART para substituir o então campeão Alessandro Zanardi na Chip Ganassi Racing. Logo em seu ano de estréia faturou o campeonato obtendo sete vitórias e sete poles, sagrando-se assim o piloto mais jovem da história a conquistar o título. No ano de 2000 com um carro pouco confiável não conseguiu repetir o feito do ano anterior. Encerrando sua passagem pelos Estados Unidos, conquistou a vitória em sua estréia numa das provas mais tradicionais, as 500 milhas de Indianápolis.

No ano de 2001, Montoya estréia na Fórmula 1 pela equipe BMW Williams. Em sua terceira corrida, mostrando muito arrojo, o colombiano fez uma linda ultrapassagem no então tri-campeão Michael Schumacher. Ele liderava a prova até o momento em que o holandês Jos Verstapen o tirou da corrida após atingi-lo por trás. Mesmo assim, terminou sua primeira temporada na categoria com uma vitória e três poles.

Em 2002, com uma certa experiência da temporada passada, conquistou 50 pontos e ficou somente atrás dos dois pilotos da Ferrari no campeonato mundial. O colombiano, em 2003, lutou pelo título até a penúltima corrida, mas perdeu a disputa e ficou novamente em terceiro lugar, com 82 pontos, duas vitórias e uma pole. O ano de 2004 não foi muito bom para Montoya. Sua equipe, a Williams, mostrava muitos problemas e um carro ruim, acabando assim com suas chances no campeonato.

Na McLaren em 2005, Montoya não obteve muito sucesso. Ele teve muito trabalho com sua equipe para adaptar o carro ao seu estilo de pilotagem e acabou fechando a temporada com três vitórias, 60 pontos e o quarto lugar no mundial. Em julho de 2006 Juan Pablo Montoya anunciou que estaria deixando a Fórmula 1 para correr na Nascar.

Em julho de 2007, ele se tornou o segundo piloto estrangeiro da história a ganhar uma corrida na Nascar.

Junto com sua esposa, Connie Freydell, Montoya criou a Fundação Fórmula Smiles, como parte de sua função como embaixador das Nações Unidas. A fundação tem como principal objetivo ajudar as crianças de bairros probres através de construção ou melhoria nas infra-estruturas e instalações desportivas.
Apesar de sua curta carreira na Fórmula 1, Montoyucho (como é carinhosamente chamado pelas meninas do Octeto) sempre se mostrou um piloto muito rápido e arrojado que merecia estar no selecto grupo dos campeões mundiais.

Abraços!

Leandro Montianele

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Como o tempo passa

Boa noite amigos do Loucos por Fórmula 1!

Há um longo tempo venho reparando nos dinossauros da categoria, ou seja, os pilotos que fazem história na fórmula 1, seja por conquistarem um título mundial, seja por serem eternamente considerados pilotos talentosos, mas que nunca tiveram uma oportunidade em uma equipe grande com chances reais de título (Trulli é um exemplo desta situação) ou por outros fatores quaisquer que fazem com que eles marquem a sua passagem na categoria máxima do automobilismo.

Atualmente nós temos frente aos olhos, quatro pilotos veteraníssimos na categoria. São eles: Fisichella (Force Índia), Trulli (Toyota), Barrichello (Honda, este inclusive quebrará o recorde de Ricardo Patrese em participações em corridas) e Coulthard (Red Bull Racing). Destes, apenas o brasileiro e o piloto da Toyota vêm apresentando um bom desempenho nesta temporada, agora, o Fisico e o escocês estão se tornando os substitutos do Jacques Villeneuve em potencial, estão virando verdadeiras chicanes ambulantes.

O que acho fundamental em um atleta, qualquer que seja a sua modalidade é que ele saiba a hora de parar, de dizer chega, de pegar o bonde da aposentadoria, assim como os desportistas mais sábios sempre fizeram. Ainda no ano passado o desempenho de Coulthard era razoável, porém este ano é nítido que a sua motivação em correr está se dissipando rapidamente e o Físico vem penando com a performance sofrível da Force Índia.

Acho que eles devem se esforçar para não estragarem uma carreira construída a duras penas, porque todos nós sabemos como as pessoas são, é mais fácil que elas se lembrem da parte negativa em detrimento à positiva, então, pelo bem da categoria e de suas carreiras, abram espaço para as pérolas que estão nas categorias de base, esqueçam a Fórmula 1 Coulthard e Fisichella.

Grande abraço a todos.

Deyvison Nascimento

terça-feira, 8 de abril de 2008

Alonso x Hamilton

No ano passado a guerra entre Alonso, Hamilton e a McLaren deu muito pano pra manga, e como se não bastasse, a imprensa já começa a colocar "pillha" novamente nessa história.

Tudo começou na largada do GP do Bahrein quando Lewis Hamilton, da McLaren, perdeu várias posições e caiu para o décimo lugar, logo atrás de Fernando Alonso. O inglês, de maneira desesperada, partiu pra cima de Alonso e acabou atropelando a Renault do espanhol, comprometendo a corrida dos dois.

Ficou muito claro que foi um acidente normal de corrida e por culpa de Hamilton. Mas não sei por quais motivo alguns benditos tablóides britânicos insitem em encher a paciência do espanhol acusando-o de ter provocado a batida. Uma situação que não é necessário nem discussão tamanho a clareza, mas aí vai a imprensa inglesa e coloca uma pimentinha no meio.

O que eles estão querendo ? Ressuscitar uma briga de 2007 que já acabou ? Olha que o Alonso nem na disputa pelo título mundial está. Quero ver se tivesse o que iria acontecer.

Uma hora é a imprensa italiana, depois a inglesa e agora qual será a próxima ?

Abraços!

Leandro Montianele

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Toyota, quarta força ?


Mesmo estando atrás da Williams no Mundial de Construtores a Toyota ganha espaço e vai querendo se consolidar como a quarta força da temporada 2008.

No GP da Malásia, com um carro muito equilibrado, o italiano Jarno Trulli conseguiu uma bela 4º posição e agora no Bahrein levou a Toyota a um ótimo 6º lugar. Mas para que esse posto de quarta força seja consolidado é necessário a participação efetiva do alemão Timo Glock na zona de pontuação. Está certo que Trulli é um ótimo piloto, com uma grande experiência na categoria, mas uma andorinha só não faz verão. Até agora o alemão não mostrou pra que venho, passou da hora dele começar a ajudar a sua equipe nessa briga.

A Toyota está fazendo um bom trabalho e acredito muito na evolução da equipe ao longo da temporada. Que a partir da Espanha o Glock possa pilotar de verdade e dar uma ajudinha pra sua escuderia.

Abraços!

Leandro Montianele

domingo, 6 de abril de 2008

Passeio no Bahrein

Como é gostoso acordar no domingo pela manhã e ao final da corrida ouvir o Tema da Vitória.
Será que a imprensa vai continuar tirando o Felipe da Ferrari ? Acho que agora vão parar de falar um pouco né.

O que se viu no Bahrein foi um verdadeiro passeio de Felipe Massa, tomou a primeira colocação de Kubica logo na largada e daí em diante foi só show do brasileiro. Virou rápido durante toda prova não deixando com que Raikkonen se aproximasse. Com uma corrida formidável, Felipe rebateu todas as críticas e colocou um ponto final nessa palhaçadinha de sai ou não sai.

O atual Campeão do Mundo, Kimi Raikkonen, largou em 4º e não demorou muito para ganhar a 2º posição e mante-la até o final completando assim a dobradinha da Ferrari. Muito bom pra ele que agora lidera o campeonato de forma izolada.

O Polonês Voador, Robert Kubica, não largou bem e acabou caindo para a 3º posição, mas mesmo assim andou forte, virando mais rápido que as McLarens e conquistando um ótimo resultado, o pódio. Seu companheiro de equipe, Nick Heidfeld, chegou em 4º levando a BMW Sauber ao topo do Mundial de Construtores.

Heikki Kovalainen, da McLaren, fez uma corrida mediana chegando na 5º posição, seguido de Jarno Trulli, da Toyota. Completaram a zona de pontuação Mark Webber e Nico Rosberg em 7º e 8º, respectivamente.

Hamilton! O que foi aquilo ?
A decepção da corrida ficou por conta do inglês, piloto da McLaren, Lewis Hamilton. Após uma largada desastrosa, caiu para o 10º lugar e o que poderia ser uma reação se tornou uma "cagada" terrível. Quando estava brigando por posição com Alonso, Hamilton atropelou a Renault do espanhol, perdeu o bico e comprometeu toda sua prova.

É uma agradável surpresa essa liderança no Mundial de Contrutores da BMW Sauber. Com um carro muito equilibrado e rápido vão brigar até o final por essa conquista.

Abraços!

Leandro Montianele

Faltam algumas horas!

Boa noite amigos do Loucos por F1!!!

Estou aqui, na madrugada, para falar com vocês um pouquinho deste fim de semana em que os nossos olhos e mentes estão voltados ao Bahrein.

É humanamente impossível eu dizer que não fiquei feliz com a pole do Polonês Voador. Como vocês já devem ter percebido, ele é um dos pilotos em que mais falamos aqui no Blog, pois o consideramos como um futuro Campeão do Mundo.

Confesso que comemorei a sua pole como se fosse a vitória de um brasileiro ou até mesmo um feito ainda maior, porque eu admito, sinto uma carência muito grande em termos de pilotos tupiniquins que tenham talento e acima de tudo, vontade de vencer, gana, para que levem a minha torcida. Mas no meu ponto de vista, todos os desportistas devem entrar na disputa focando a vitória sempre, mesmo que ela não seja possível, esta é a essência.

Parabéns mesmo Polonês Voador, você vai longe!

Agora, também não posso deixar de citar mais um erro do Felipe. Vinha em um fim de semana magnifíco, em que a Pole parecia uma barbada, mas de repente, uma escapadinha na hora de decidir fez com que a posição de honra do grid fugisse por entre seus dedos e fosse consagrar a fera polonesa. Entre a já extensa galeria de erros e deslizes do Felipe, este de hoje me fez lembrar aquela série infantil que era exibida na Rede Globo de Televisão, os Teletubbies, que quando faziam algo diziam - "denovo, denovo, denovo!" - Vamos Felipe! Já passou da hora de assumir a posição de favorito e saber lidar com esta situação.

Meu palpite para a corrida: Hamilton, Kubica e Massa, nesta ordem nas 3 primeiras colocações.

Para reforçar: Que fique a registrado a minha indescritícel felicidade com a Pole Position registrada pelo Polonês Voador.

Grande abraço a todos.

Deyvison Nascimento

sábado, 5 de abril de 2008

Olha o Polonês Voador aí


Essa com certeza foi a primeira de muitas poles que Robert Kubica irá conquistar. Com uma volta impecável o Polonês Voador, da BMW Sauber, firmou ainda mais seu nome entre os grandes pilotos da temporada, mostrando que a primeira vitória está mais perto do que nós imaginamos. Com um carro muito equilibrado, Kubica mostrou regularidade em todo o treino e cravou o tempo de 1min33s096, abocanhando assim a pole que já era quase certa ser de Felipe Massa.

Felipe que andou na frente em todos os treinos, deixou o primeiro lugar do grid escapar no finalzinho, mas mesmo largando em 2º está com um bom carro e tem total condições de brigar pela vitória amanhã. Essa é a chance dele mostrar o seu valor, rebater as críticas, colocar a faca entre os dentes e partir pra cima em busca do lugar mais alto do pódio no Bahrein.

Lewis Hamilton, da McLaren, conquistou o 3º lugar no grid, seguido de Kimi Raikkonen que fez um treino discreto, andando abaixo do esperado. Em seguida, Heikki Kovalainen e Nick Heidfeld largam em 5º e 6º, respectivamente.

Jarno Trulli, da Toyota, larga em 7º, seguido por Nico Rosberg, da Williams, Jenson Button, da Honda e Fernando Alonso, da Renault, completando assim os pilotos que foram para a parte final da classificação.

Com um carro limitado, Rubens Barrichello, da Honda, fez o que pôde e largará na 12º posição e em 14º sai Nelsinho Piquet.

Pelo que foi visto na classificação, se espera uma corrida bastante equilibrada amanhã no Bahrein.

Abraços!

Leandro Montianele

sexta-feira, 4 de abril de 2008

GP do Bahrein

O GP do Bahrein é um dos mais novos do calendário da Fórmula 1 e tem o circuito localizado em Sakhir, a 30 km da capital.

Disputado desde 2004, somente três pilotos venceram no Bahrein. Dentre esses vencedores apenas Alonso, em 2006, não largou na pole position e conseguiu chegar na frente.


Distância: 5,412 Km

Voltas: 57

Total: 308,484 Km

Volta mais rápida em corrida: 1min30s252 - Michael Schumacher

Pole position mais rápida: 1min30s139 - Michael Schumacher


Em 2007

Pole Position: Felipe Massa, com o tempo de 1min32s652

Vencedor: F. Massa e completando o pódio, L. Hamilton em 2º e K. Raikkonen em 3º


Últimas Corridas

Vencedores

2007 - Felipe Massa (BRA) Ferrari - 1h33min27s515, média de 197, 887 Km/h

2006 - Fernando Alonso (ESP) Renault - 1h29min46s205, média de 206, 018 Km/h

2005 - Fernando Alonso (ESP) Renault - 1h29min18s531, média de 207, 082 Km/h

2004 - Michael Schumacher (ALE) Ferrari - 1h28min34s875, média de 208, 976 Km/h

Poles

2007 - Felipe Massa (BRA) Ferrari - 1min32s652, média de 210, 283 Km/h

2006 - Michael Schumacher (ALE) Ferrari - 1min31s431, média de 213, 091 Km/h

2005 - Fernando Alonso (ESP) Renault - 3min01s902, média de 216, 345 Km/h

Melhores Voltas

2007 - Felipe Massa (BRA) Ferrari - 1min34s067, média de 207, 120 Km/h

2006 - Nico Rosberg (ALE) Williams - 1min32s408, média de 210, 838 Km/h

2005 - Pedro De La Rosa (ESP) McLaren - 1min31s447, média de 213, 054 Km/h

2004 - Michael Schumacher (ALE) Ferrari - 1min30s252, média de 216, 074 Km/h


Treino Classificatório: Sábado às 08h

Corrida: Domingo às 08h30


Leandro Montianele




quarta-feira, 2 de abril de 2008

Robert Kubica, o Polonês Voador

Robert Kubica, piloto da BMW Sauber, tem 23 anos e é o primeiro polonês a competir na Fórmula 1.
Kubica desenvolveu seu amor por todos os tipos de carros desde os quatro anos de idade, quando ganhou um pequeno carro off-road, com um motor de 4 cavalos de potência a gasolina. Depois de pedir muito aos seus pais, eles entregaram o carro a ele e o jovem Kubica passava horas pilotando em torno de garrafas plásticas.

Quando se tornou mais velho e ficou claro que ele necessitava de um equipamento melhor, seu pai lhe deu um kart. Mas Kubica era jovem demais para correr no campeonato polonês de kart, porque tinha menos de dez anos de idade.

Assim que entrou no campeonato, venceu seis títulos em três anos. Depois da sua terceira temporada, Kubica decidiu disputar uma categoria mais competitiva na Itália. Em 1998, ele foi o primeiro estrangeiro a vencer no campeonato Italiano de kart.

Kubica também conseguiu um segundo lugar no campeonato europeu de kart e venceu a copa Mônaco, disputada em uma parte do circuito que a Fórmula 1 utiliza. Um ano depois, defendeu seu título na Itália e também competiu no campeonato alemão de kart. Ele também venceu a copa Mônaco de kart pela segunda vez consecutiva, assim como o Troféu Margutti e a Elf Masters Races.

Kubica começou a sua carreira profissional em 2000, como piloto de testes de um carro da Formula Renault. Durante esse primeiro ano como profissional, ele fez sua primeira pole position e também começou a participar do programa de desenvolvimento de pilotos da Renault. Em 2002, Kubica venceu quatro corridas e fez um segundo lugar na Fórmula Renault italiana 2000. Foi também o sétimo na Fórmula Renault Eurocopa. E no fim do ano participou de uma etapa da Fórmula Renault, no Brasil, em Interlagos. Esta aparição no Brasil resultou em uma vitória dominante.

Depois da Formula Renault, Kubica foi para a Fórmula 3 Euro Series. No entanto, sua mudança ficou marcada por um acidente em uma estrada que deixou o seu braço quebrado. E, por conseqüência disso, ele estreou na nova categoria com um suporte plástico e 18 parafusos de titânio no braço e, mesmo assim, venceu a corrida e terminou a temporada em 12º lugar. No fim do ano, Kubica venceu uma corrida de rua na Sardenha e ficou em quinto em Macau e na Coréia. Ele terminou a sua segunda temporada na Fórmula 3 Euro Series em 7º lugar, pilotando para a Mercedes. Em novembro de 2004, ele marcou a segunda colocação no GP de Macau, quando quebrou o recorde de volta mais rápida, mas terminou a prova em segundo lugar.

Em 2005 ele venceu a World Series Renault com a equipe Epsilon Euskadi, e ao mesmo tempo fez testes com a Renault F1.

Em 2006 Kubica se transformou no terceiro piloto oficial da BMW Sauber F1. Seus espetaculares resultados na sessão privada de testes das sextas-feiras, de acordo com as palavras do diretor da BMW Sauber, Mario Theissen, fez com que aumentassem as especulações que chegaria a Fórmula 1 em 20007. EM agosto de 2006, o companheiro de Kubica, Jacques Villeneuve, com dores de cabeça após o acidente do GP da Alemanha em Hockenheim, estava inapto a correr pelo time e, Kubica foi escolhido pela direção da equipe para pilotar no GP da Hungria em Budapeste. Ele se qualificou em nono, a frente do seu companheiro de equipe, muito mais experiente, Nick Heidfeld. Na corrida, terminou em sétimo lugar, mas foi desqualificado por correr com um carro tendo o peso inferior aos demais. Villeneuve decidiu abandonar a equipe logo após esta corrida e, ficou claro que Kubica seria o companheiro de Heidfeld até o fim daquele ano e também guiaria para a equipe na próxima temporada. Isto foi confirmado após o assessor de imprensa da BMW dizer aos repórteres que: “Robert Kubica guiará nas corridas restantes da temporada. Este é o nosso plano atual.”.

Kubica teve mais uma corrida desapontadora na Turquia, terminando no 12º lugar após um erro na escolha dos pneus. Heidfeld, que se envolveu em um acidente na primeira curva, chegou logo atrás do Polonês Voador.

Em sua terceira corrida, no GP da Itália de 2006, Kubica terminou na sua melhor posição, o 3º lugar e foi o primeiro piloto polonês a subir ao pódio na Fórmula 1, assim como foi também o primeiro polonês a liderar um GP. Ele foi um dos quatro pilotos da última década a subir ao pódio nas suas três primeiras corridas. Além dele, os outros foram Ralf Schumacher, Alexander Wurz e Lewis Hamilton.

A quarta corrida de Kubica, o GP da China de 2006, foi novamente decepcionante. Ele terminou em 13º, depois de um novo erro de escolha de pneus. Depois de sair da pista, voltou em 17º e conseguiu chegar até ao quinto lugar antes de parar nos boxes. Foi o primeiro a mudar os pneus de pista molhada para intermediários depois da pista ter começado a secar. Esta decisão foi tomada muito cedo, uma volta muito lenta em condições desfavoráveis e outro pit stop para voltar aos pneus para pista molhada custaram o lugar nos pontos.

Kubica teve um bom 2007, terminando consistentemente na zona de pontuação. No GP do Canadá de 2007, sofreu um sério acidente próximo ao harping na volta 27 do circuito Gilles Villeneuve. Ele saiu da pista após se tocar com Jarno Trulli da Toyota, foi para a grama e perdeu o contato com o solo, o que o impossibilitou de frear o carro. A velocidade que o carro estava quando se chocou com o muro foi de 300,13 Km/h, em um ângulo de 75 graus, submetendo Kubica a uma desaceleração de 28G. Depois, os arquivos gravados no carro foram analisados e foi descoberto que ele foi submetido a uma força de 75G. O carro, após se chocar contra o muro, voltou à pista e se chocou com o muro do outro lado. Sob safety car, Kubica foi removido do carro e levado ao centro médico do circuito, onde foi examinado e dito como estável, embora informações de que ele era passível de sérias lesões fossem enviadas a todo instante. Depois de poucos momentos, Daniele Morelli disse que Kubica estava consciente e falando. Foi inicialmente anunciado que ele havia quebrado uma perna. Mas, no entanto, Mario Theissen depois confirmou que não havia machucado seriamente.

Tarde da noite, no dia da corrida, vieram notícias diretamente do hospital confirmando que Kubica havia sofrido uma torção no tornozelo. Depois de passar uma noite em observação, ele deixou o hospital no dia seguinte. Em 14 de junho foi anunciado que Kubica não correria em Indianápolis e seria substituído por Sebastian Vettel. Depois de perder uma corrida, ele voltou a competir em Magny-Cours, onde terminou em quarto lugar, recebendo o prêmio Martin Brundle de piloto do dia da ITV. Ele então correu o GP da Inglaterra e chegou novamente em 4º lugar.

A manutenção de Kubica como piloto de corridas em 2008 foi confirmado em 21/08/2007. Lewis Hamilton por várias vezes já afirmou que vê em Kubica um rival em potencial para o futuro. Ele largou em segundo na corrida de abertura da temporada 2008, o GP da Austrália, atrás de Lewis Hamilton. Saiu da corrida após uma colisão com Kazuki Nakajima. No GP da Malásia, Kubica terminou em segundo, até então, sua melhor posição final de corrida na Fórmula 1.

Essa foi um pouco da trajetória de Robert Kubica, o Polonês Voador, que têm tudo pra se tornar um campeão mundial em um futuro breve.

Abraços!

Leandro Montianele e Deyvison Nascimento