sábado, 17 de janeiro de 2009

Parabéns Deyvison !!!

É neste dia 17 de janeiro que o nosso amigo blogueiro aqui do Loucos por F-1, Deyvison Nascimento, está fazendo mais um ano de vida!!! O blog está em festa pelos vinte e poucos anos do meu grande amigo que é fã do espetacular Ayrton Senna, torcedor da equipe McLaren e do maior time do mundo, o Mengão é claro.

Que Deus esteja abençoando sua vida cada dia mais e que esta data possa ser comemorada diversas vezes até você ficar velhinho...rsrsrsrs. Mais um pouquinho daria para fazer um festa de aniversário junto com o lançamento do McLaren MP4-24.

Feliz Aniversário, Deyvison!!!

Abração!

Leandro Montianele

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

McLaren MP4 - 24

Como já foi anunciado pelo Deyvison aqui no blog, a McLaren apresentou nesta manhã seu mais novo bólido para a temporada 2009. A equipe inglesa, junto com Lewis Hamilton, tentará o bicampeonato em um ano cheio de novidades na categoria.

Mas não foi apenas o lançamento da Flecha Prateada que chamou a atenção, Ron Dennis aproveitou o evento para anunciar que está deixando o cargo de chefe de equipe da McLaren nesta temporada. Dennis está no comando da equipe desde 1981 e deixará o legado nas mãos de Martin Whitmarsh, seu braço direito de anos. Segundo ele, não será sua aposentadoria, pois estará se dedicando em outras funções do grupo McLaren.

Segue mais alguma fotos da linda máquina prateada.
























Abraços!
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Leandro Montianele

E a Flecha de Prata foi disparada!


Bom dia amigos do Loucos por F1!


O mundo conheceu, nesta sexta-feira pela manhã, horário de Brasília, o novo modelo da equipe McLaren de Fórmula 1.


O MP4-24, como foi chamado, chega às pistas com a responsabilidade de carregar o atual campeão do mundo Lewis Hamilton, que caminhará firme rumo ao bicampeonato.


Como todos sabem, eu e o Leandro somos torcedores da equipe de Woking, muito provavelmente devido aos três títulos que a equipe proporcionou ao gênio Ayrton Senna.


Desejo toda boa sorte do mundo para a equipe e que ela possa terminar 2009 levantando novamente o campeonato mundial.


Grande abraço.


Deyvison Nascimento

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A Lendária Equipe Lótus - Parte II

Em 1970, Jochen Rindt levou a Lótus 72 para a vitória. O carro possuía grandes inovações na suspensão, no radiador, nos freios e na asa traseira. O modelo, originalmente, teve problemas com a suspensão, mas quando estes foram corrigidos, Rindt mostrou toda a superioridade e dominou o campeonato até falecer em Monza, devido a um problema no freio.

A causa do falecimento de Rindt não foi completamente entendida. O restante da temporada de 1970 foi algo desalentador, com vários jovens pilotos guiando os carros. O time despendeu muito tempo testando uma turbina movida a gasolina, também guiada por quatro pilotos. O modelo de 1971 não trouxe nenhum avanço significativo em termos de tecnologia, mas permitiu que Chapman testasse vários pilotos. Para 1972, o time focou novamente no chassi Tipo 72, com o Imperial Tobacco deixando de ser o principal patrocinador e já contando com o novo John Player Special. O carro, agora com o parceiro “JPS”, de cor preta com letras em dourado conseguiu abocanhar o campeonato de 1972 com o brasileiro Emerson Fittipaldi, então com 25 anos, que veio a ser, à época, o mais jovem campeão do mundo, um recorde que durou até 2005, quando Fernando Alonso, com 24 anos, o superou. A equipe Lótus também venceu o campeonato de construtores em 1973 pela 6ª vez. Então, o modelo 72 começava a ficar ultrapassado, mas o sucessor, como o 76 por exemplo, desapontava.

A companhia, agora permanentemente situada em Ketteringham Hall, continuou a trabalhar bem de acordo com a demanda de carros esportivos na década de 60, antes do Governo dos EUA introduzirem as regulamentações na década de 70, no que parecia ser o fim da fábrica.

Chapman era também um sucesso em Indianápolis com o Lótus 29 vencendo as 500 Milhas na sua primeira participação em 1963, com Clark ao volante. Esta foi a corrida que marcou o começo do desaparecimento dos carros com motores frontais em Indianápolis. Clark estava liderando também em 1964 quando abandonou devido a um problema na suspensão, mas em 1965 ele voltou a vencer no circuito com um Lótus 38. O primeiro carro com propulsão traseira a vencer as 500 Milhas.

Muitos dos sucessos de Chapman vieram de inovações. O Lótus 25 era o primeiro chassi monocoque na Formula 1, o 49 era o primeiro a não usar o motor como parte sobrecarregada do veículo, o “56 Indycar” era empurrado por uma turbina movida a gasolina, com suspensão ativa nas quatro rodas. O Lótus 63 foi o primeiro carro com propulsão traseira a vencer na categoria e o Lótus 72 quebrou os paradigmas quando inovou na aerodinâmica. Chapman também era inovador como chefe de equipe. Para 1968, a FIA permitiu a exposição de patrocinadores na categoria, desde que elas fossem relacionadas ao automobilismo, como BP, Shell e Firestone. Em abril, a Lótus foi a primeira equipe a realmente se aproveitar deste feito, com Clark Type 48 F2 aparecendo em Hockenheim com as cores vermelha, dourada e branca da marca de cigarros Imperial Gold Leaf. O modelo da Fórmula 1 seguiu a tendência em Jarama.

A equipe Lótus foi a primeira a conseguir 50 vitórias em GP’s. (Ferrari foi a segunda equipo a atingir tal marca, mesmo tendo vencido sua primeira corrida na F1 em 1951, sete anos antes da estréia da equipe Lótus na categoria).

Em meados da década de 70, os engenheiros da Lótus começaram a trabalhar em cima de aspectos aerodinâmicos. O Lótus 78 e o Lótus 79, de 1978, foram extraordinariamente vitoriosos com Mario Andretti vencendo o campeonato da categoria. A equipe se atentou para os efeitos aerodinâmicos do Lótus 80 e do Lótus 88. Este último desenvolvido em fibra de carbono para a temporada de 1981, mas este foi banido da corrida por sua tecnologia de “chassis gêmeos”. O McLaren MP4/1 foi o primeiro carro totalmente de fibra de carbono a correr na categoria. Chapman já havia começado a trabalhar no programa de desenvolvimento da suspensão ativa, mas morreu devido a um ataque cardíaco em dezembro de 1982 com 54 anos.


Depois da morte de Chapman, a equipe de corridas passou a ser dirigida por Peter Warr, mas foi um período de insucessos para a escuderia na Fórmula 1. Em meados da temporada de 1983, a Lótus contratou o designer francês Gerard Ducorouge e em cinco semanas, ele construiu o motor Renault Turbo 94T. A escolha dos pneus Goodyear levou Elio de Angelis a terminar em terceiro no campeonato mundial, mesmo com o italiano não vencendo nenhuma corrida. Quando Nigel Mansell saiu do time no fim de 1984, a equipe contratou o brasileiro Ayrton Senna. O Lótus 97T era uma construção mais sólida e permitiu que de Angelis vencesse em Ímola e Senna em Portugal e na Bélgica. Senna cravou 8 Pole-Positions, com duas vitórias (Espanha e Detroit) na temporada de 1986 guiando o revolucionário Lotus 98T. No fim desta temporada a equipe perdeu a parceria de longa data com a John Player Special e fechou uma nova parceria com a Camel. A habilidade de Ayrton Senna atraiu a atenção da Honda Motor Company e quando a Lótus aceitou Satoru Nakajima com segundo piloto, os motores foram recebidos. O carro desenhado por Ducarouge 99T contava com a suspensão ativa, mas habilitou Ayrton Senna vencer apenas duas vezes, em Mônaco e em Detroit. O brasileiro deixou a equipe no fim da temporada e a Lótus trouxe Nelson Piquet, da Williams.

O Lótus Honda 100T não conseguiu repetir o sucesso dos modelos anteriores e Ducarouge decidiu, em meados de 1989, que estava retornando à França. A equipe trouxe Frank Dernie para substituí-lo. Com as novas regulamentações dos aspirados em 1989, a equipe perdeu os motores Honda-Turbo e foi para os motores Judd V8. Na metade da temporada, Warr saiu da equipe e foi substituído por Rupert Manwaring, enquanto um executivo de longa data da companhia, Tony Rudd, se transformou no chefe da equipe. No fim da temporada, Piquet foi para a Benetton e Nakajima para a Tyrrell. Um acordo costurado pelos motores Lamborghini V12, trouxeram à equipe os pilotos Derek Warwick e Martin Donnelly, que depois de pouco tempo sofreria um violento acidente em Jerez. No fim do ano, a Camel retirou seu patrocínio da equipe.

Peter Collins e Peter Wright organizaram um acordo para devolver a equipe Lótus para a família Chapman. Em dezembro, a nova equipe Lótus estava lançada com Mika Hakkinen e Julian Bailey fechados para 1991. Bailey foi substituído por Johnny Herbert depois de um acordo para a equipe utilizar os motores Ford V8 em 1992. A escuderia agora sofria com um orçamento apertado, mas mesmo assim conseguiria bons resultados com o finlandês Mika Hakkinen, que marcou 11 pontos e a equipe terminando o mundial de construtores em quinto lugar. Hakkinen foi para a McLaren em 1993 e foi substituído por Alessandro Zanardi, que sofreu um grave acidente no GP da Bélgica e foi substituído por Pedro Lamy, que foi o companheiro de Johnny Herbert até o fim da temporada. A equipe, apesar do pequeno orçamento, terminou o campeonato de 1993 na sexta colocação nos construtores.

Infelizmente, as contas foram se acumulando e a equipe estava impossibilitada de desenvolver o Lotus 107, que havia sido desenhado por Chris Murphy. O time apostava no retorno dos sucessos com os motores Mugen Honda. Herbert e Lamy sofreram com os carros velhos. O piloto português ficou seriamente ferido em um acidente num teste em Silverstone e Zanardi retornou. A esperança chegou com o Lótus-Mugen Honda 109, podendo salvar o dia. Em uma tentativa desesperada de fazer a equipe sobreviver, ela aceitou o pagamento do piloto Philippe Adams para guiar no GP da Bélgica. Em Monza, Zanardi estava de volta ao cockpit da equipe e a Lótus 109 estava pronto. Herbert largou em quarto, mas na primeira chicane foi colocado para fora pela Jordan de Eddie Irvine. No fim do dia, Herbert afirmou sentir que poderia ter vencido a corrida. O dia seguinte da equipe foi tumultuado, precisando de uma ordem da administração para que a equipe ficasse protegida dos credores. Tom Walkinshaw pagou a multa do contrato de Johnny Herbert com a equipe e o levou para a Ligier e posteriormente para a Benetton.

Em outubro, o time foi vendido para David Hunt, irmão de James. Mika Salo foi trazido para substituir Herbert. Em dezembro, no entanto, o trabalho no novo Lótus 112 estava atrasado. Em fevereiro de 1995 Hunt anunciou uma aliança com a Pacific Grand Prix e a equipe Lótus acabou. A Pacific inicialmente era chamada de Pacific Team Lótus e seu carro era predominantemente verde com o símbolo da Lótus, mas quando a temporada terminou, a performance e as finanças da Pacific eram das piores e muitos de seus patrocinadores e apoiadores afirmaram que não mais gostariam da menção do nome Lótus junto com a sua equipe e então, a partir deste momento a equipe foi chamada somente de Pacific. A mesma se retirou da categoria em 1996.

Abraços!


terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Ferrari F60

Nesta segunda-feira em Mugello, a Ferrari lançou o novo carro para a temporada 2009 da Fórmula 1. Com um visual retrô e atendendo as novas regras impostas pela FIA, o F60 foi batizado em homenagem aos 60 anos em que a equipe italiana disputa o Mundial da categoria.

Após o lançamento, o brasileiro Felipe Massa foi o primeiro piloto a guiar o mais novo bólido da Ferrari pela pista de Mugello. Massa se mostrou muito entusiasmado e diz estar ainda mais forte para esta temporada. Ao contrário do que foi divulgado pela FIA, o brasileiro utilizará o número 3 em seu carro, equanto o seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen, terá o 4 estampado em sua carenagem.

Fora das pistas a Ferrari largou na frente, mas o que todos esperam de verdade é que as trapalhadas de 2008 não se repitam novamente neste ano. O primeiro passo foi dado, basta sabermos se o trabalho no box será bem desenvolvido. Dessa vez sem mangueira de combustível pendurada no carro, por favor.

As próximas escuderias que vão apresentar seus carros ainda nesta semana são Toyota (quinta-feira) e McLaren (sexta-feira). A nova flecha prateada será lançada em Woking, Inglaterra.

Abraços!

Leandro Montianele

sábado, 10 de janeiro de 2009

Senna vs Mansell - Grandes Momentos

Após um longo período de recesso devido as festas de final de ano, estamos de volta para começarmos 2009 em grande estilo. O primeiro post desse ano é um dos vários momentos épicos do eterno ídolo Ayrton Senna.

Com a total superioridade dos carros da Williams em relação a McLaren na temporada de 1992, o grande Senna teve que fazer a diferença no braço. Após as vitórias de Nigel Mansell nas cinco primeiras corridas, Senna foi para as ruas de Mônaco, onde é rei, dar mais um show de pilotagem para o mundo.

Após o demorado pit stop do Leão, o brasileiro conseguiu chegar à liderança da corrida. Mas logo atrás, babando, vinha Mansell a bordo do melhor carro da Fórmula 1, tentando de todas as formas ultrapassá-lo. Não existia diferença de distância entre Williams e McLaren tamanha era pressão do inglês.

Senna segurou no braço o ímpeto de Nigel Mansell, vencendo pela quinta vez nas ruas do principado e quebrando a hegemonia do Leão naquele início de temporada. Mais uma vez o gênio mostrou o puro talento que possuía nas pistas guiando um fórmula 1.

Para quem quer recordar este momento memorável, segue o vídeo com as últimas voltas do Grande Prêmio de Mônaco de 1992. É simplesmente emocionante.

Abraços!

Leandro Montianele

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Boas Festas !!


Caros amigos, o Loucos por F-1 está encerrando suas atividades neste ano para voltar com tudo em 2009. Foi um ano muito legal para nós, pois em 2008 nasceu e se estruturou o blog em meio a muitas dificuldades. Hoje já temos 9 meses de vida e muita coisa boa tiramos de proveito neste período.
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Destaco aqui o Bolão da temporada 2008, uma brincadeira muito legal que o Loucos por F-1 em parceria com o Blog do Marcelo F1 organizou. Espero contar no próximo ano com todos que participaram e aqueles que não tiveram está oportunidade já estão convidados.

Agradeço a cada um que nos visitou e marcou presença assídua durante todo este ano.

Que o verdadeiro significado do Natal, o nascimento de Jesus, esteja presente na vida de todos. Tenham um 2009 de sucesso e cheio de realizações!!

Pendência: Assim que voltarmos do recesso, a parte II do post da Lótus será publicada.

Abração!!

Leandro Montianele

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Peugeot Citroën na Fórmula 1, apenas boato


Caros leitores, estive sumido nesta última semana devido a sérios problemas que tive com minha querida operadora de internet, a dona NET. Com isso, acabei ficando meio desatualizado de tudo, mas felizmente as coisas voltaram ao normal.

Como é comum em todo final de temporada, os rumores correm a solta na Fórmula 1. Vários boatos são jogados no ar, alguns tendem à verdade e outros não passam de meras mentiras. O último acontecimento de peso na categoria foi a saída da equipe Honda e o que todos especulam é quem assumira o lugar da escuderia japonesa no ano de 2009.

A especulação da vez nestes últimos dias foi uma suposta proposta da Peugeot Citroën para adquirir a Honda, ocupando assim o lugar da equipe japonesa no grid em 2009. Em meio a uma grande crise mundial, recebi esta informação com uma pequena desconfiança. Mas quando me deparei com as notícias de hoje, o que eu tinha em mente se confirmou, era apenas mais um boato.

Antes de desmentirem esta notícia, me perguntei: “Como pode uma empresa que está latindo para economizar o cachorro querer entrar assim na Fórmula 1?” Tanto eu quanto o Deyvison trabalhamos na PSA Peugeot Citroën e sabemos que as coisas não andam nada bem. A empresa não está vendendo, é enorme a quantidade de carros parados no pátio, funcionários estão sendo demitidos, férias coletivas antecipadas e várias outras coisas. Resumindo, o negócio está feio demais.

Hoje, a Peugeot Citroën não teria nenhuma condição para bancar uma equipe de Fórmula 1. Seria suicídio tentar investir numa categoria de altos custos, sendo que as vendas praticamente não estão acontecendo. Quem sabe num futuro mais próximo.

Portanto, este foi apenas mais um grande boato lançado no ar e espalhado por aí. Vamos tomar cuidado com as coisas que são ventiladas na mídia, pois não se pode afirmar nada antes de uma análise concreta dos fatos.

Abraços!

Leandro Montianele

sábado, 6 de dezembro de 2008

A volta dos tempos românticos


Boa noite amigos do Loucos por F1!


Primeiramente, peço desculpas pelo longo período de ausência aqui do Blog, mas, realmente, estava em uma fase nada criativa!


Mas, vamos lá: o mundo do automobilismo se deparou durante a última semana com uma notícia , no mínimo assustadora, a Honda, terceiro maior orçamento da categoria, se despediu devido aos problemas causados pela crise financeira.


Peço licença a um grande jornalista da Revista Veja para apropriar de um termo muito utilizado em seus posts no seu Blog. Os"tocadores de tuba" (depois explico o que é) do apocalipse financeiro já chegaram a especular: "Seria este o fim da F1?".


Meus amigos, felizmente, tenho uma visão totalmente diferente deste pessoal, pois, o que enxergo a respeito desta crise, se é que ela tem um lado positivo, é que, com a falta da abundância de recursos como vimos anteriormente, as equipes terão que se reinventar para manter a competitividade do Circo.


Vejo neste cenário a volta para a Formula 1 romântica, como o esporte que ela sempre foi e nunca deveria ter deixado de ter sido! Afirmo que ela se tornou um grande negócio quando me lembro de certos episódios lamentáveis da categoria, como o "Hoje não, hoje não, hoje sim! Hoje sim..." ocorrido entre Barrichello e Schumacher na Áustria.


Em um contexto de orçamentos menores, o que vai voltar a ser valorizado na categoria é o ser humano e sua capacidade inventiva, seu talento, sua disposição de dar sempre o melhor, para tira o algo a mais quando se parece ter atingido o limite. Como já disse diversar vezes aqui no Blog, sou nostálgico com a categoria. Quando assisto às primeiras vitórias da lenda mundial, de origem tupiniquim que atende por Ayrton Senna, enxergo Chefes de Equipe, mecânicos, torcedores, se abraçando, comemorando a vitória do esporte, aquilo que, por alguns segundos o transforma na pessoa mais forte do mundo, que é o sabor da vitória. E isso meus amigos, isso é o esporte em sua verdadeira essência. Só quem praticou ou pratica sabe do que estou falando, daquela vontade de vencer, daquela obsessão de ser o melhor que só os verdadeiros esportistas têm.


Espero com grande esperança o desenrolar de todos estes problemas pois, sinceramente, não acredito de forma alguma que por causa de dinheiro o esporte deixará de existir. Evidente que haverá redimensionamentos, mas creio que será para melhor.


Explicando: Tocador de tuba é aquele que faz uma defesa retórica radical de alguma coisa... Existem também os tocadores de flauta e saxofone, quem lê a veja sabe de qual colunista falo!


Grande abraço.


Deyvsion Nascimento

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A Lendária Equipe Lótus - Parte I

Caros leitores, após um longo tempo sem postar algo sobre as grandes equipes que já passaram pela Fórmula 1, mostraremos um pouco a história da lendária equipe Lótus.

Colin Chapman estabeleu a Lótus Engineering Ltda em 1952, em Hornsey, Reino Unido. A Lótus alcançou um rápido sucesso em 1953 com o MK 6, e em 1954, com o MK 8, ambos carros esportivos. A equipe Lótus “nasceu” de uma derivação da Lótus Engineering, em 1954. Na Fórmula 2, em 1957, muitos carros que entraram eram esportivos e entre eles estava um grande número de Lótus 11’s, os carros de esporte da equipe, que foram guiados por Cliff Allison e Reg Bricknell.

Guiando um Lótus 12 em 1958, Alisson venceu a categoria Formula 2 no Troféu Internacional de Silverstone, derrotando Stuart Lewis-Evan’s Cooper. O memorável Coventry Clímax, motorizado com o Type 14, era uma produção da Lótus Carros, que derivou do original Lótus Elite, venceu seis etapas, mais o “Index de Performance” várias vezes nas 24 horas de Lê Mans.

Os motores Coventry Climax foram aumentados, em 1958, para 2.2 litros, Chapman decidiu entrar na Grand Prix Racing, correndo com duas Lótus 12, em Mônaco-58 com Graham Hill e Cliff Allison. Estes modelos foram trocados no fim daquele ano pelo Lótus 16.

Em 1959, quando os motores Coventry Climax foram aumentados para 2.5 litros, Chapman manteve os carros de Formula 1 com motores dianteiros e só em 1960 o mesmo trocou a motorização para a traseira com o Lótus 18. Então, o sucesso que este fato trouxe à companhia fez com a mesma tivesse novas promessas em Cheshunt.

A primeira vitória na Formula 1 da Equipe Lótus veio no GP de Mônaco em 1960, quando Stirling Moss derrotou a dominante Ferrari com um Lótus 18 inscrito pelo independente time Rob Walker Racing Team. A primeira vitória da equipe Lótus veio quando Innes Ireland venceu o GP dos EUA de 1961.

Haviam também sucessos na Formula 2 e na Formula Junior. O negócio dos carros de rua ia bem com o Lótus Seven e o Lótus Elite, este último sendo seguido pelo Lótus Élan, em 1962, durante o ano em que a fábrica de motores da Lótus foi transferida para Hethel, por motivo de maiores facilidades logísticas. Mais corridas de sucesso se seguiram com o 26R, a versão de corrida do Élan, e em 1963, com o Lótus Cortina, Jack Sears venceu o British Touring Car Cahmpionship, feito repetido por Jim Clark em 1964.


No ano de 1963, Clark guiou o Lótus 25 para memoráveis 7 vitórias na temporada e venceu o campeonato mundial. O título de 1964 estava caminhando novamente para a Lótus, mas problemas na última corrida, no México, com o carro de Clark, e com a BRM de Hill, fizeram o título ir para Surtees e sua Ferrari. No entanto, em 1965, Clark dominou novamente, com 6 vitórias em sua Lótus 33, e conseguiu conquistar o campeonato.

Quando os motores da Formula 1 passaram a ser de 3 litros, a Lótus se mostrou inexplicavelmente despreparada. Eles começaram a temporada com um motor Coventry-Climax, de 2 litros, conseguindo fazer a mudança para o de 3 litros da BRM somente no GP da Itália (vale lembrar que motor era competitivo, mas extremamente complexo). A mudança para o novo Ford-Cosworth DFV, desenhado pelo Engenheiro da Lótus Keith Duckworth, em 1967, trouxe a equipe novamente para o rumo das vitórias.

Embora eles tenham falhado na tentativa de conquistar o título em 1967, no fim da temporada o Lótus 49 e seu motor estavam suficientemente maduros para transformar a Lótus na equipe dominante novamente. No entanto, em 1968, a Lótus perdeu o direito de utilizar exclusivamente o motor DFV. A abertura da temporada se deu na África do Sul, confirmando a superioridade da equipe com uma dobradinha Clark – Hill. Esta seria a última vitória de Jim Clark. Em 7 de abril de 1968, Clark, um dos pilotos mais populares e de sucesso de todos os tempos, morreu guiando a Lótus em Hockenheim num evento extra calendário da Formula 2. A temporada ficou marcada pela inclusão de asas nos carros, incluindo os Chaparral esportivos. Colin Chapman introduziu modestas asas frontais e um spoiler na Lótus 49B de Hill no GP de Mônaco. Hill venceu o campeonato de 68 guiando um Lótus 49...