sábado, 17 de janeiro de 2009
Parabéns Deyvison !!!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
McLaren MP4 - 24
Como já foi anunciado pelo Deyvison aqui no blog, a McLaren apresentou nesta manhã seu mais novo bólido para a temporada 2009. A equipe inglesa, junto com Lewis Hamilton, tentará o bicampeonato em um ano cheio de novidades na categoria.Mas não foi apenas o lançamento da Flecha Prateada que chamou a atenção, Ron Dennis aproveitou o evento para anunciar que está deixando o cargo de chefe de equipe da McLaren nesta temporada. Dennis está no comando da equipe desde 1981 e deixará o legado nas mãos de Martin Whitmarsh, seu braço direito de anos. Segundo ele, não será sua aposentadoria, pois estará se dedicando em outras funções do grupo McLaren.
Segue mais alguma fotos da linda máquina prateada.
E a Flecha de Prata foi disparada!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
A Lendária Equipe Lótus - Parte II
A causa do falecimento de Rindt não foi completamente entendida. O restante da temporada de 1970 foi algo desalentador, com vários jovens pilotos guiando os carros. O time despendeu muito tempo testando uma turbina movida a gasolina, também guiada por quatro pilotos. O modelo de 1971 não trouxe nenhum avanço significativo em termos de tecnologia, mas permitiu que Chapman testasse vários pilotos. Para 1972, o time focou novamente no chassi Tipo 72, com o Imperial Tobacco deixando de ser o principal patrocinador e já contando com o novo John Player Special. O carro, agora com o parceiro “JPS”, de cor preta com letras em dourado conseguiu abocanhar o campeonato de 1972 com o brasileiro Emerson Fittipaldi, então com 25 anos, que veio a ser, à época, o mais jovem campeão do mundo, um recorde que durou até 2005, quando Fernando Alonso, com 24 anos, o superou. A equipe Lótus também venceu o campeonato de construtores em 1973 pela 6ª vez. Então, o modelo 72 começava a ficar ultrapassado, mas o sucessor, como o 76 por exemplo, desapontava.
A companhia, agora permanentemente situada em Ketteringham Hall, continuou a trabalhar bem de acordo com a demanda de carros esportivos na década de 60, antes do Governo dos EUA introduzirem as regulamentações na década de 70, no que parecia ser o fim da fábrica.
Muitos dos sucessos de Chapman vieram de inovações. O Lótus 25 era o primeiro chassi monocoque na Formula 1, o 49 era o primeiro a não usar o motor como parte sobrecarregada do veículo, o “56 Indycar” era empurrado por uma turbina movida a gasolina, com suspensão ativa nas quatro rodas. O Lótus 63 foi o primeiro carro com propulsão traseira a vencer na categoria e o Lótus 72 quebrou os paradigmas quando inovou na aerodinâmica. Chapman também era inovador como chefe de equipe. Para 1968, a FIA permitiu a exposição de patrocinadores na categoria, desde que elas fossem relacionadas ao automobilismo, como BP, Shell e Firestone. Em abril, a Lótus foi a primeira equipe a realmente se aproveitar deste feito, com Clark Type 48 F2 aparecendo em Hockenheim com as cores vermelha, dourada e branca da marca de cigarros Imperial Gold Leaf. O modelo da Fórmula 1 seguiu a tendência em Jarama.A equipe Lótus foi a primeira a conseguir 50 vitórias em GP’s. (Ferrari foi a segunda equipo a atingir tal marca, mesmo tendo vencido sua primeira corrida na F1 em 1951, sete anos antes da estréia da equipe Lótus na categoria).
Em meados da década de 70, os engenheiros da Lótus começaram a trabalhar em cima de aspectos aerodinâmicos. O Lótus 78 e o Lótus 79, de 1978, foram extraordinariamente vitoriosos com Mario Andretti vencendo o campeonato da categoria. A equipe se atentou para os efeitos aerodinâmicos do Lótus 80 e do Lótus 88. Este último desenvolvido em fibra de carbono para a temporada de 1981, mas este foi banido da corrida por sua tecnologia de “chassis gêmeos”. O McLaren MP4/1 foi o primeiro carro totalmente de fibra de carbono a correr na categoria. Chapman já havia começado a trabalhar no programa de desenvolvimento da suspensão ativa, mas morreu devido a um ataque cardíaco em dezembro de 1982 com 54 anos.
Depois da morte de Chapman, a equipe de corridas passou a ser dirigida por Peter Warr, mas foi um período de insucessos para a escuderia na Fórmula 1. Em meados da temporada de 1983, a Lótus contratou o designer francês Gerard Ducorouge e em cinco semanas, ele construiu o motor Renault Turbo 94T. A escolha dos pneus Goodyear levou Elio de Angelis a terminar em terceiro no campeonato mundial, mesmo com o italiano não vencendo nenhuma corrida. Quando Nigel Mansell saiu do time no fim de 1984, a equipe contratou o brasileiro Ayrton Senna. O Lótus 97T era uma construção mais sólida e permitiu que de Angelis vencesse em Ímola e Senna em Portugal e na Bélgica. Senna cravou 8 Pole-Positions, com duas vitórias (Espanha e Detroit) na temporada de 1986 guiando o revolucionário Lotus 98T. No fim desta temporada a equipe perdeu a parceria de longa data com a John Player Special e fechou uma nova parceria com a Camel. A habilidade de Ayrton Senna atraiu a atenção da Honda Motor Company e quando a Lótus aceitou Satoru Nakajima com segundo piloto, os motores foram recebidos. O carro desenhado por Ducarouge 99T contava com a suspensão ativa, mas habilitou Ayrton Senna vencer apenas duas vezes, em Mônaco e em Detroit. O brasileiro deixou a equipe no fim da temporada e a Lótus trouxe Nelson Piquet, da Williams.
O Lótus Honda 100T não conseguiu repetir o sucesso dos modelos anteriores e Ducarouge decidiu, em meados de 1989, que estava retornando à França. A equipe trouxe Frank Dernie para substituí-lo. Com as novas regulamentações dos aspirados em 1989, a equipe perdeu os motores Honda-Turbo e foi para os motores Judd V8. Na metade da temporada, Warr saiu da equipe e foi substituído por Rupert Manwaring, enquanto um executivo de longa data da companhia, Tony Rudd, se transformou no chefe da equipe. No fim da temporada, Piquet foi para a Benetton e Nakajima para a Tyrrell. Um acordo costurado pelos motores Lamborghini V12, trouxeram à equipe os pilotos Derek Warwick e Martin Donnelly, que depois de pouco tempo sofreria um violento acidente em Jerez. No fim do ano, a Camel retirou seu patrocínio da equipe.Peter Collins e Peter Wright organizaram um acordo para devolver a equipe Lótus para a família Chapman. Em dezembro, a nova equipe Lótus estava lançada com Mika Hakkinen e Julian Bailey fechados para 1991. Bailey foi substituído por Johnny Herbert depois de um acordo para a equipe utilizar os motores Ford V8 em 1992. A escuderia agora sofria com um orçamento apertado, mas mesmo assim conseguiria bons resultados com o finlandês Mika Hakkinen, que marcou 11 pontos e a equipe terminando o mundial de construtores em quinto lugar. Hakkinen foi para a McLaren em 1993 e foi substituído por Alessandro Zanardi, que sofreu um grave acidente no GP da Bélgica e foi substituído por Pedro Lamy, que foi o companheiro de Johnny Herbert até o fim da temporada. A equipe, apesar do pequeno orçamento, terminou o campeonato de 1993 na sexta colocação nos construtores.
Infelizmente, as contas foram se acumulando e a equipe estava impossibilitada de desenvolver o Lotus 107, que havia sido desenhado por Chris Murphy. O time apostava no retorno dos sucessos com os motores Mugen Honda. Herbert e Lamy sofreram com os carros velhos. O piloto português ficou seriamente ferido em um acidente num teste em Silverstone e Zanardi retornou. A esperança chegou com o Lótus-Mugen Honda 109, podendo salvar o dia. Em uma tentativa desesperada de fazer a equipe sobreviver, ela aceitou o pagamento do piloto Philippe Adams para guiar no GP da Bélgica. Em Monza, Zanardi estava de volta ao cockpit da equipe e a Lótus 109 estava pronto. Herbert largou em quarto, mas na primeira chicane foi colocado para fora pela Jordan de Eddie Irvine. No fim do dia, Herbert afirmou sentir que poderia ter vencido a corrida. O dia seguinte da equipe foi tumultuado, precisando de uma ordem da administração para que a equipe ficasse protegida dos credores. Tom Walkinshaw pagou a multa do contrato de Johnny Herbert com a equipe e o levou para a Ligier e posteriormente para a Benetton.
Abraços!
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Ferrari F60
Nesta segunda-feira em Mugello, a Ferrari lançou o novo carro para a temporada 2009 da Fórmula 1. Com um visual retrô e atendendo as novas regras impostas pela FIA, o F60 foi batizado em homenagem aos 60 anos em que a equipe italiana disputa o Mundial da categoria.Fora das pistas a Ferrari largou na frente, mas o que todos esperam de verdade é que as trapalhadas de 2008 não se repitam novamente neste ano. O primeiro passo foi dado, basta sabermos se o trabalho no box será bem desenvolvido. Dessa vez sem mangueira de combustível pendurada no carro, por favor.
As próximas escuderias que vão apresentar seus carros ainda nesta semana são Toyota (quinta-feira) e McLaren (sexta-feira). A nova flecha prateada será lançada em Woking, Inglaterra.
Leandro Montianele
sábado, 10 de janeiro de 2009
Senna vs Mansell - Grandes Momentos
Após um longo período de recesso devido as festas de final de ano, estamos de volta para começarmos 2009 em grande estilo. O primeiro post desse ano é um dos vários momentos épicos do eterno ídolo Ayrton Senna.
Com a total superioridade dos carros da Williams em relação a McLaren na temporada de 1992, o grande Senna teve que fazer a diferença no braço. Após as vitórias de Nigel Mansell nas cinco primeiras corridas, Senna foi para as ruas de Mônaco, onde é rei, dar mais um show de pilotagem para o mundo.
Após o demorado pit stop do Leão, o brasileiro conseguiu chegar à liderança da corrida. Mas logo atrás, babando, vinha Mansell a bordo do melhor carro da Fórmula 1, tentando de todas as formas ultrapassá-lo. Não existia diferença de distância entre Williams e McLaren tamanha era pressão do inglês.
Senna segurou no braço o ímpeto de Nigel Mansell, vencendo pela quinta vez nas ruas do principado e quebrando a hegemonia do Leão naquele início de temporada. Mais uma vez o gênio mostrou o puro talento que possuía nas pistas guiando um fórmula 1.
Para quem quer recordar este momento memorável, segue o vídeo com as últimas voltas do Grande Prêmio de Mônaco de 1992. É simplesmente emocionante.
Abraços!
Leandro Montianele
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Boas Festas !!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Peugeot Citroën na Fórmula 1, apenas boato

Como é comum em todo final de temporada, os rumores correm a solta na Fórmula 1. Vários boatos são jogados no ar, alguns tendem à verdade e outros não passam de meras mentiras. O último acontecimento de peso na categoria foi a saída da equipe Honda e o que todos especulam é quem assumira o lugar da escuderia japonesa no ano de 2009.
A especulação da vez nestes últimos dias foi uma suposta proposta da Peugeot Citroën para adquirir a Honda, ocupando assim o lugar da equipe japonesa no grid em 2009. Em meio a uma grande crise mundial, recebi esta informação com uma pequena desconfiança. Mas quando me deparei com as notícias de hoje, o que eu tinha em mente se confirmou, era apenas mais um boato.
Antes de desmentirem esta notícia, me perguntei: “Como pode uma empresa que está latindo para economizar o cachorro querer entrar assim na Fórmula 1?” Tanto eu quanto o Deyvison trabalhamos na PSA Peugeot Citroën e sabemos que as coisas não andam nada bem. A empresa não está vendendo, é enorme a quantidade de carros parados no pátio, funcionários estão sendo demitidos, férias coletivas antecipadas e várias outras coisas. Resumindo, o negócio está feio demais.
Portanto, este foi apenas mais um grande boato lançado no ar e espalhado por aí. Vamos tomar cuidado com as coisas que são ventiladas na mídia, pois não se pode afirmar nada antes de uma análise concreta dos fatos.
Abraços!
Leandro Montianele
sábado, 6 de dezembro de 2008
A volta dos tempos românticos

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
A Lendária Equipe Lótus - Parte I
Colin Chapman estabeleu a Lótus Engineering Ltda em 1952, em Hornsey, Reino Unido. A Lótus alcançou um rápido sucesso em 1953 com o MK 6, e em 1954, com o MK 8, ambos carros esportivos. A equipe Lótus “nasceu” de uma derivação da Lótus Engineering, em 1954. Na Fórmula 2, em 1957, muitos carros que entraram eram esportivos e entre eles estava um grande número de Lótus 11’s, os carros de esporte da equipe, que foram guiados por Cliff Allison e Reg Bricknell.
Guiando um Lótus 12 em 1958, Alisson venceu a categoria Formula 2 no Troféu Internacional de Silverstone, derrotando Stuart Lewis-Evan’s Cooper. O memorável Coventry Clímax, motorizado com o Type 14, era uma produção da Lótus Carros, que derivou do original Lótus Elite, venceu seis etapas, mais o “Index de Performance” várias vezes nas 24 horas de Lê Mans. Os motores Coventry Climax foram aumentados, em 1958, para 2.2 litros, Chapman decidiu entrar na Grand Prix Racing, correndo com duas Lótus 12, em Mônaco-58 com Graham Hill e Cliff Allison. Estes modelos foram trocados no fim daquele ano pelo Lótus 16.
Em 1959, quando os motores Coventry Climax foram aumentados para 2.5 litros, Chapman manteve os carros de Formula 1 com motores dianteiros e só em 1960 o mesmo trocou a motorização para a traseira com o Lótus 18. Então, o sucesso que este fato trouxe à companhia fez com a mesma tivesse novas promessas em Cheshunt.
Haviam também sucessos na Formula 2 e na Formula Junior. O negócio dos carros de rua ia bem com o Lótus Seven e o Lótus Elite, este último sendo seguido pelo Lótus Élan, em 1962, durante o ano em que a fábrica de motores da Lótus foi transferida para Hethel, por motivo de maiores facilidades logísticas. Mais corridas de sucesso se seguiram com o 26R, a versão de corrida do Élan, e em 1963, com o Lótus Cortina, Jack Sears venceu o British Touring Car Cahmpionship, feito repetido por Jim Clark em 1964.
No ano de 1963, Clark guiou o Lótus 25 para memoráveis 7 vitórias na temporada e venceu o campeonato mundial. O título de 1964 estava caminhando novamente para a Lótus, mas problemas na última corrida, no México, com o carro de Clark, e com a BRM de Hill, fizeram o título ir para Surtees e sua Ferrari. No entanto, em 1965, Clark dominou novamente, com 6 vitórias em sua Lótus 33, e conseguiu conquistar o campeonato.
Quando os motores da Formula 1 passaram a ser de 3 litros, a Lótus se mostrou inexplicavelmente despreparada. Eles começaram a temporada com um motor Coventry-Climax, de 2 litros, conseguindo fazer a mudança para o de 3 litros da BRM somente no GP da Itália (vale lembrar que motor era competitivo, mas extremamente complexo). A mudança para o novo Ford-Cosworth DFV, desenhado pelo Engenheiro da Lótus Keith Duckworth, em 1967, trouxe a equipe novamente para o rumo das vitórias.




