quinta-feira, 16 de julho de 2009

Talento não vem de berço

Família Fittipaldi em 1973

Não é de hoje que nos deperamos com o ingresso de pilotos que levam o sobrenome de algum familiar que fez sucesso - ou não - na maior categoria do automobilismo mundial. Curiosamente na maioria dos casos a geração passada foi melhor que a atual.

O brasileiro Christian Fittipaldi quando entrou na Fórmula 1 tinha a responsabilidade de carregar o nome daqueles que abriram as portas do automobilismo mundial para o Brasil, Emerson e Wilson Fittipaldi. Christian teve uma curta passagem pela categoria e não obteve resultados expressivos, provando que não basta ter um sobrenome forte.

Na família Villeneuve a coisa foi um pouco diferente. O ex-piloto Gilles Villeneuve nunca venceu um campeonato, mas dizem que foi um piloto brilhante no período que esteve na Fórmula 1. Seu filho, Jacques Villeneuve, não chegou a ser espetacular durante sua carreira e mesmo assim alcançou o triunfo que o pai não havia alcançado. Alguns afirmam que este título parou nas mãos do Villeneuve errado.

O único filho de piloto campeão que teve o privilégio de comemorar uma conquista foi Damon Hill. Mas, a história diz que seu pai, Graham Hill, foi muito superior, tanto nas conquistas quanto no desempenho dentro das pistas.

Atualmente quem tenta fazer carreira na Fórmula 1 é o filho do tricampeão Nelson Piquet, que leva o mesmo nome do pai. Nelsinho é mais um piloto que carrega um sobrenome de peso e não consegue desempenhar um bom papel. O brasileiro sofre com os maus resultados, sendo até cogitada sua demissão da equipe Renault. Nesta curta passagem pela categoria, o garoto não chegou nem perto de seu pai.

Bruno Senna é o outro que tenta ingressar na Fórmula 1 para seguir os passos do tio, o gênio Ayrton Senna. Afirmo com toda certeza que ele jamais chegará ao patamar de Ayrton, mas a torcida é para que Bruno possa pelo menos fazer um bom trabalho em sua passagem pela categoria.

Mesmo as estatísticas não sendo muito favoráveis, quem sabe no futuro apareça um filho de Lewis Hamilton, Fernando Alonso ou Jenson Button que seja melhor que o pai.

Leandro Montianele

11 comentários:

Sobre o Futebol Carioca disse...

FITIPALDI É UM GRANDE CRAQUE DAS CORRIDAS!

Ruy Machado disse...

Acho que a familia e nós torcedores criamos expectativas enormes e isso acaba de certa forma atrapalhando a carreira desses pilotos.

Marcelonso disse...

Leandro,

Concordo com a afirmação do Ruy Machado,as gerações descendentes de icones não conseguem atender as espectativas ,isso é fato.
A comparação é cruel,ainda mais quando não se tem talento.


abraço

Felipão disse...

É verdade o que o Marcelonso disse... Talvez seja pela pressão natural... não tem ejito...

Leandrus disse...

Nos casos de Villeneuve e Hill talvez seja difícil dizer quem foi melhor, até porque correram em épocas diferentes e cada um tinha suas características. Mas pelo menos honraram o nome da família tendo uma boa participação na categoria.

Quanto ao Christian, nem há nem como compará-lo ao tio, mas ao pai, parece que teve um desempenho parecido, dirigindo carros fracos e mesmo assim conseguindo alguns bons resultados marcantes, como os quartos lugares na África do Sul em 93 e no Pacífico em 94. Sempre me pareceu que Christian poderia ter arranjado algo melhor na F-1, mas como o cenário na Indy era cada vez mais favorável, resolveu ir para lá...

Ateh!

Diego Maulana disse...

Concordo com o que o pessoal vem dizendo. A pressão, não só da família, mas da torcida também, acaba atrapalhando. Mas existem os casos de pilotos que não tiveram tanto sucesso e os filhos foram melhores. Se não me engano, o Titonio Massa corria de turismo aqui no Brasil e só. O Felipe foi vice da F1. E tem também os Nakajimas: quem é melhor (ou menos pior) o pai ou o filho?

Ron Groo disse...

Com certeza, o titulo foi para o Villeneuve errado.

Com relação a Bruno Senna, penso que a marcação com ele vai ser maior, afinal Senna foi muito grande e o sobrenome vai pesar.

Questão de tempo pra sabermos. Penso eu.

F-1 A.L.C. disse...

quem sabe villeneuve não teve oportunidade de demostrar que o filho dele não é nem a sua sombra...

mais mesmo sendo isto certo, não impede as equipes de fazer um grande ruido ao contratar um novo piloto com nome conhecido, como inevitavelmente farão com Bruno Senna... quer dizer que o Marketing continua sendo válido.

Anselmo Coyote disse...

"... gerações descendentes de icones não conseguem atender as espectativas ,isso é fato.".

Marcelonso, Ademir da Guia, filho de Domingos da Guia, mostra o contrário.

Leandro, comparar a F1 de hoje com a de antigamente não dá.

Abs.

Breiller Pires disse...

Não vem de berço mesmo, Leandro. Até porque, se viesse, Edinho teria sido o melhor goleiro da história do Santos e do futebol.

Só para analisar um caso mais recente, Verón, tido como craque por muita gente, não chegou nem aos pés - segundo dizem os argentinos - de seu pai, La Bruja, que foi tricampeão da Libertadores com o Estudiantes.

Na F-1 a máxima também tem se repetido. Mesmo que o filho tenha vocação, dificilmente consegue se equiparar ao pai dentro das pistas. E tem de lidar, ainda, com as comparações e a sombra do pai pelo resto da vida.

Abraço!

Diego Maulana disse...

Só corrigindo meu comentário, onde está escrito Titonio Massa e Felipe Massa lê-se Toninho da Matta e Cristiano da Matta. Pai correu só de turismo e filho chegou na F1 e foi campeão na extinta Champ Car