quarta-feira, 2 de abril de 2008

Robert Kubica, o Polonês Voador

Robert Kubica, piloto da BMW Sauber, tem 23 anos e é o primeiro polonês a competir na Fórmula 1.
Kubica desenvolveu seu amor por todos os tipos de carros desde os quatro anos de idade, quando ganhou um pequeno carro off-road, com um motor de 4 cavalos de potência a gasolina. Depois de pedir muito aos seus pais, eles entregaram o carro a ele e o jovem Kubica passava horas pilotando em torno de garrafas plásticas.

Quando se tornou mais velho e ficou claro que ele necessitava de um equipamento melhor, seu pai lhe deu um kart. Mas Kubica era jovem demais para correr no campeonato polonês de kart, porque tinha menos de dez anos de idade.

Assim que entrou no campeonato, venceu seis títulos em três anos. Depois da sua terceira temporada, Kubica decidiu disputar uma categoria mais competitiva na Itália. Em 1998, ele foi o primeiro estrangeiro a vencer no campeonato Italiano de kart.

Kubica também conseguiu um segundo lugar no campeonato europeu de kart e venceu a copa Mônaco, disputada em uma parte do circuito que a Fórmula 1 utiliza. Um ano depois, defendeu seu título na Itália e também competiu no campeonato alemão de kart. Ele também venceu a copa Mônaco de kart pela segunda vez consecutiva, assim como o Troféu Margutti e a Elf Masters Races.

Kubica começou a sua carreira profissional em 2000, como piloto de testes de um carro da Formula Renault. Durante esse primeiro ano como profissional, ele fez sua primeira pole position e também começou a participar do programa de desenvolvimento de pilotos da Renault. Em 2002, Kubica venceu quatro corridas e fez um segundo lugar na Fórmula Renault italiana 2000. Foi também o sétimo na Fórmula Renault Eurocopa. E no fim do ano participou de uma etapa da Fórmula Renault, no Brasil, em Interlagos. Esta aparição no Brasil resultou em uma vitória dominante.

Depois da Formula Renault, Kubica foi para a Fórmula 3 Euro Series. No entanto, sua mudança ficou marcada por um acidente em uma estrada que deixou o seu braço quebrado. E, por conseqüência disso, ele estreou na nova categoria com um suporte plástico e 18 parafusos de titânio no braço e, mesmo assim, venceu a corrida e terminou a temporada em 12º lugar. No fim do ano, Kubica venceu uma corrida de rua na Sardenha e ficou em quinto em Macau e na Coréia. Ele terminou a sua segunda temporada na Fórmula 3 Euro Series em 7º lugar, pilotando para a Mercedes. Em novembro de 2004, ele marcou a segunda colocação no GP de Macau, quando quebrou o recorde de volta mais rápida, mas terminou a prova em segundo lugar.

Em 2005 ele venceu a World Series Renault com a equipe Epsilon Euskadi, e ao mesmo tempo fez testes com a Renault F1.

Em 2006 Kubica se transformou no terceiro piloto oficial da BMW Sauber F1. Seus espetaculares resultados na sessão privada de testes das sextas-feiras, de acordo com as palavras do diretor da BMW Sauber, Mario Theissen, fez com que aumentassem as especulações que chegaria a Fórmula 1 em 20007. EM agosto de 2006, o companheiro de Kubica, Jacques Villeneuve, com dores de cabeça após o acidente do GP da Alemanha em Hockenheim, estava inapto a correr pelo time e, Kubica foi escolhido pela direção da equipe para pilotar no GP da Hungria em Budapeste. Ele se qualificou em nono, a frente do seu companheiro de equipe, muito mais experiente, Nick Heidfeld. Na corrida, terminou em sétimo lugar, mas foi desqualificado por correr com um carro tendo o peso inferior aos demais. Villeneuve decidiu abandonar a equipe logo após esta corrida e, ficou claro que Kubica seria o companheiro de Heidfeld até o fim daquele ano e também guiaria para a equipe na próxima temporada. Isto foi confirmado após o assessor de imprensa da BMW dizer aos repórteres que: “Robert Kubica guiará nas corridas restantes da temporada. Este é o nosso plano atual.”.

Kubica teve mais uma corrida desapontadora na Turquia, terminando no 12º lugar após um erro na escolha dos pneus. Heidfeld, que se envolveu em um acidente na primeira curva, chegou logo atrás do Polonês Voador.

Em sua terceira corrida, no GP da Itália de 2006, Kubica terminou na sua melhor posição, o 3º lugar e foi o primeiro piloto polonês a subir ao pódio na Fórmula 1, assim como foi também o primeiro polonês a liderar um GP. Ele foi um dos quatro pilotos da última década a subir ao pódio nas suas três primeiras corridas. Além dele, os outros foram Ralf Schumacher, Alexander Wurz e Lewis Hamilton.

A quarta corrida de Kubica, o GP da China de 2006, foi novamente decepcionante. Ele terminou em 13º, depois de um novo erro de escolha de pneus. Depois de sair da pista, voltou em 17º e conseguiu chegar até ao quinto lugar antes de parar nos boxes. Foi o primeiro a mudar os pneus de pista molhada para intermediários depois da pista ter começado a secar. Esta decisão foi tomada muito cedo, uma volta muito lenta em condições desfavoráveis e outro pit stop para voltar aos pneus para pista molhada custaram o lugar nos pontos.

Kubica teve um bom 2007, terminando consistentemente na zona de pontuação. No GP do Canadá de 2007, sofreu um sério acidente próximo ao harping na volta 27 do circuito Gilles Villeneuve. Ele saiu da pista após se tocar com Jarno Trulli da Toyota, foi para a grama e perdeu o contato com o solo, o que o impossibilitou de frear o carro. A velocidade que o carro estava quando se chocou com o muro foi de 300,13 Km/h, em um ângulo de 75 graus, submetendo Kubica a uma desaceleração de 28G. Depois, os arquivos gravados no carro foram analisados e foi descoberto que ele foi submetido a uma força de 75G. O carro, após se chocar contra o muro, voltou à pista e se chocou com o muro do outro lado. Sob safety car, Kubica foi removido do carro e levado ao centro médico do circuito, onde foi examinado e dito como estável, embora informações de que ele era passível de sérias lesões fossem enviadas a todo instante. Depois de poucos momentos, Daniele Morelli disse que Kubica estava consciente e falando. Foi inicialmente anunciado que ele havia quebrado uma perna. Mas, no entanto, Mario Theissen depois confirmou que não havia machucado seriamente.

Tarde da noite, no dia da corrida, vieram notícias diretamente do hospital confirmando que Kubica havia sofrido uma torção no tornozelo. Depois de passar uma noite em observação, ele deixou o hospital no dia seguinte. Em 14 de junho foi anunciado que Kubica não correria em Indianápolis e seria substituído por Sebastian Vettel. Depois de perder uma corrida, ele voltou a competir em Magny-Cours, onde terminou em quarto lugar, recebendo o prêmio Martin Brundle de piloto do dia da ITV. Ele então correu o GP da Inglaterra e chegou novamente em 4º lugar.

A manutenção de Kubica como piloto de corridas em 2008 foi confirmado em 21/08/2007. Lewis Hamilton por várias vezes já afirmou que vê em Kubica um rival em potencial para o futuro. Ele largou em segundo na corrida de abertura da temporada 2008, o GP da Austrália, atrás de Lewis Hamilton. Saiu da corrida após uma colisão com Kazuki Nakajima. No GP da Malásia, Kubica terminou em segundo, até então, sua melhor posição final de corrida na Fórmula 1.

Essa foi um pouco da trajetória de Robert Kubica, o Polonês Voador, que têm tudo pra se tornar um campeão mundial em um futuro breve.

Abraços!

Leandro Montianele e Deyvison Nascimento

7 comentários:

Rodrigo Morano disse...

Kubica é um excelente piloto, marcou um pódio em sua terceira corrida na F1, mostrou uma capacidade de reação incrível ao retornar de seu terrível acidente como como se nada tivesse acontecido. É um piloto com um futuro e tanto na F1.
Abraços.

Leandrus disse...

Kubica é um dos meus pilotos favoritos, mas não lembro porque não vi a corrida em que ele conquistou seu primeiro pódio. Lembro que fiquei bem assustado quando ele se acidentou no Canadá, ainda mais porque meu pai viu a corrida comigo e ficava falando que ele ia morrer (ele tem mania de ser pessimista, rs). Tem futuro esse piloto, e espero que logo logo conquiste sua primeira vitória na F-1 (creio que acontecerá da mesma maneira que o Button ganhou um GP, acho dificil bater Ferraris e Mclarens)

Ateh!

Daniel Leite disse...

Sou, assim como o Galvão Bueno, fã do Kubica. Confesso que fiquei preocupado quando ocorreu aquele grave acidente com ele no Canadá, e, diante disso, parece-me que ele melhorou ainda mais como piloto. Agora, mais tarimbado, a tendência, acredito, é que ele brigue por vitórias.

Até mais!

Marcos Antônio Filho disse...

Sou fã do Kubica,ele é o piloto mais arrojado da categoria e torço muito que a primira vitória da BMW seja com ele.E pra mim,depois do acidente,ele está correndo muito melhor!

abraços

formula uno a lo camba disse...

faço minhas as palavras de marcos antônio filho: é o piloto mais arrojado da categoria
kubika é o piloto não brasileiro pelo qual eu mais estou torcendo

parabéns cara po um post tão completo, imagino que teve muito trabalho
vc já fez um de kovalaien?

Net Esportes disse...

o Kubica é realmente um grande piloto, mas seu companheiro de equipe não fica atrás, acredito que um dos dois consiga um vitória esse ano, a BMW ta andando muito.........

Adalberto Althoff Jr. disse...

Caraca!

Fez uma coluna fantástica sobre o polonês e o cara fez a pole...

Que tal fazer uma hoje sobre o Massa pra ver se ele ganha a corrida?

hehehehe